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Outsourcing de TI

Engenharia de dados

Pipelines, armazéns de dados, qualidade e modelos analíticos que sustentam decisões.

O que é entregue

  • Pipelines com testes de qualidade e alerta em caso de falha

  • Modelo de dados documentado, compreensível fora da equipa técnica

  • Linhagem dos dados registada, para auditoria e para confiança

Porque é que a qualidade dos dados vem antes da análise?

Porque uma análise sobre dados em que ninguém confia não é usada, e o investimento em ferramentas de visualização sobre uma base pouco fiável produz painéis bonitos que toda a gente contorna com uma folha de cálculo própria. É o padrão mais comum em organizações que investiram na ordem errada.

A confiança constrói-se com verificações automáticas que correm antes de os dados ficarem disponíveis: contagens dentro de intervalos esperados, chaves sem duplicados, campos obrigatórios preenchidos, e coerência entre tabelas relacionadas. Uma cadeia que falha em silêncio é pior do que uma que não corre.

E com uma regra que parece severa e não é: quando uma verificação falha, os dados não ficam disponíveis. Publicar dados que falharam a verificação com um aviso significa que alguém os vai usar sem ler o aviso, e a confiança perde-se na primeira decisão tomada sobre um número errado.

Como se desenha uma cadeia que não se parte?

Assumindo que as fontes vão mudar sem avisar, porque vão. Uma cadeia que quebra quando uma coluna muda de nome é uma cadeia que vai quebrar, e a diferença entre uma operação estável e uma frágil é sobretudo quanta validação existe na fronteira com a fonte.

Com transformações declaradas, versionadas e testadas como qualquer outro código. Transformações escritas directamente numa ferramenta gráfica sem controlo de versões não são revisíveis nem reproduzíveis, e a pergunta sobre porque é que um número mudou entre dois meses fica sem resposta.

E com reprocessamento possível e barato. Um erro descoberto três semanas depois exige reprocessar três semanas, e uma cadeia desenhada apenas para funcionar em frente transforma um erro pequeno num projecto. Desenhar para reprocessar custa pouco à partida e poupa muito na primeira vez que é preciso.

Que enquadramento de proteção de dados se aplica?

O mesmo que a qualquer outro tratamento, com uma agravante: cadeias de dados juntam fontes, e a junção pode tornar identificável o que isoladamente não era. Uma avaliação feita fonte a fonte não cobre o resultado, e é preciso avaliar o conjunto.

Na prática, isto significa decidir cedo que campos são necessários no destino analítico e excluir o resto na ingestão. Trazer tudo porque pode vir a ser útil é o padrão habitual e produz um repositório com dados pessoais que ninguém usa e que todos têm de proteger.

Prazos de conservação aplicam-se também aqui, e são a obrigação mais frequentemente esquecida em repositórios analíticos. Dados que deviam ter sido eliminados do sistema de origem sobrevivem no destino analítico durante anos, e essa é uma das descobertas mais comuns numa auditoria.

Como se trabalha com equipas de análise?

Com camadas separadas e responsabilidade clara. A engenharia de dados entrega tabelas modeladas, documentadas e com qualidade verificada; a análise constrói sobre elas. Quando as duas funções se misturam, cada analista constrói a sua própria versão da verdade e as reuniões passam a ser sobre qual número está certo.

Com definições de métricas escritas e centralizadas. Receita e cliente activo parecem termos óbvios e têm tipicamente três definições em uso numa organização de dimensão média, e o valor de as fixar excede quase sempre o valor de qualquer painel novo.

E com um canal para os analistas reportarem números que parecem errados. Frequentemente estão certos e a expectativa é que estava errada, e ambos os casos são informação valiosa. Uma operação sem esse canal descobre os erros quando alguém toma uma decisão sobre eles.

Onde fica a equipa e porquê?

Na Polónia ou na rede global para a maior parte do trabalho de construção, porque é trabalho assíncrono com sobreposição suficiente numa reunião diária, e a diferença de custo é substancial sem penalizar o resultado.

Em Portugal quando o trabalho toca dados pessoais de produção e o cliente prefere evitar a questão de transferência internacional, o que é uma preferência legítima e frequentemente a mais barata quando se conta o custo do enquadramento jurídico.

Nenhum dos modelos dispensa um interlocutor do vosso lado que conheça o negócio. Engenharia de dados sem acesso a quem sabe o que os números significam produz cadeias tecnicamente corretas sobre modelos que não descrevem a realidade, e isso não se resolve com mais engenharia.

Por onde começa um projecto destes?

Por uma pergunta de negócio concreta e não por uma plataforma. Construir uma infraestrutura de dados antes de saber que decisões vai suportar produz um repositório completo que ninguém consulta, e é o resultado mais caro e mais comum nesta área.

Escolhemos duas ou três perguntas que alguém quer responder hoje, construímos a cadeia mínima que as responde com qualidade verificada, e crescemos a partir daí. É mais lento a parecer impressionante e mais rápido a ser útil.

E documentamos o modelo à medida que é construído, incluindo o que foi deliberadamente deixado de fora e porquê. Essa segunda parte é a que falta em quase toda a documentação de dados e é a que responde à pergunta que alguém faz seis meses depois.

Como se documenta um modelo de dados de forma útil?

Descrevendo o que cada campo significa em linguagem de negócio e não repetindo o nome técnico por outras palavras. Data de criação documentada como a data em que o registo foi criado não documenta nada; documentada como o momento em que o cliente submeteu o pedido, que pode ser anterior à criação do registo, documenta.

Incluindo o que foi deliberadamente deixado de fora e porquê. Essa segunda parte falta em quase toda a documentação de dados e é exactamente a que responde à pergunta que alguém faz seis meses depois, quando procura um campo e não percebe se não existe ou se foi excluído por uma razão.

E mantendo-a junto do código que constrói o modelo, não num documento separado. Documentação que vive noutro sítio diverge do que existe em três meses, e uma documentação errada é pior do que nenhuma porque alguém confia nela.

Onde pode ser operado o engenharia de dados

Nem todos os modelos de entrega servem todos os serviços. A tabela indica apenas os que fazem sentido para este trabalho, com a situação de residência de dados de cada um.

ModeloOndeQuando faz sentidoDados pessoais
Nearshore em PortugalLisboa e Porto, para compradores estrangeirosQuando precisa de uma base europeia multilingue sem constituir empresaPermanecem no EEE. Sem transferência.
Rede globalUzbequistão, Filipinas, Polónia, República Dominicana, México, Colômbia, Turquia e ÁfricaQuando precisa de cobertura contínua, de línguas específicas ou do menor custoA Polónia fica no EEE. Os restantes exigem cláusulas contratuais-tipo.

A coluna de dados é uma descrição do enquadramento aplicável e não aconselhamento jurídico. O detalhe está em transferências internacionais de dados.

Perguntas frequentes

Por onde começamos?

Por duas ou três perguntas de negócio concretas, não por uma plataforma. Construir infraestrutura primeiro produz um repositório que ninguém consulta.

O que acontece quando uma verificação falha?

Os dados não ficam disponíveis. Publicar com um aviso significa que alguém os usa sem ler o aviso.

As transformações ficam em código?

Ficam, versionadas e testadas. Sem controlo de versões, a pergunta sobre porque é que um número mudou fica sem resposta.

Trazem todos os campos da origem?

Não. Decidimos cedo o que é necessário e excluímos o resto na ingestão, porque o que é trazido tem de ser protegido.

Aplicam prazos de conservação?

Aplicamos. É a obrigação mais esquecida em repositórios analíticos e uma das descobertas mais comuns em auditoria.

Quem define as métricas?

O negócio, e nós escrevemos e centralizamos as definições, porque receita tem tipicamente três significados em uso.

Onde fica a equipa?

Polónia ou rede global para construção; Portugal quando o trabalho toca dados pessoais de produção.

É preciso alguém do nosso lado?

É, alguém que conheça o negócio. Sem isso produzem-se cadeias corretas sobre modelos que não descrevem a realidade.

Vamos ver os números do seu caso

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