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BPO

Moderação de conteúdos

Moderação de anúncios, avaliações, perfis e conteúdos gerados por utilizadores em português e noutras línguas.

O que é entregue

  • Aplicação de política com exemplos calibrados e revisão periódica

  • Fluxos de escalamento para casos legais e de segurança

  • Apoio ao bem-estar dos moderadores, planeado e não improvisado

Porque é que a variante importa na moderação?

Porque a ofensa é contextual e a variante altera o contexto. Há palavras correntes e inofensivas em Portugal que são insultos em variantes do Brasil, e o inverso, e o mesmo acontece com expressões de Angola e de Moçambique. Um léxico único aplicado a todos os mercados produz erros nos dois sentidos, e ambos são visíveis para o utilizador.

Depois há o contexto político e desportivo, que é intensamente local. Referências que num mercado são discurso normal de rivalidade noutro são sinal de conteúdo organizado de ódio, e avaliar isso exige saber o que aconteceu naquele país nos últimos meses. Nenhuma política escrita de forma duradoura captura isso.

E há o humor. Ironia e sarcasmo invertem o sentido literal e são mais frequentes em algumas culturas de plataforma do que noutras. Um moderador nativo reconhece o registo irónico; um classificador treinado noutro mercado toma-o à letra, e é esta a falha automática mais consistente em português.

Como se estrutura a operação por camadas?

A automação trata o volume evidente nos dois extremos: o que viola de forma inequívoca e o que é claramente legítimo. A primeira camada humana trata o que fica no meio, contra política escrita com exemplos. A segunda trata escalamentos e casos sem precedente, e é também quem propõe alterações à política.

A camada intermédia é quase sempre a maior e é onde a qualidade se decide. Dimensioná-la mal produz duas consequências visíveis: tempos de decisão a alongar-se e consistência a cair, porque pessoas sob pressão de fila decidem de forma menos uniforme, e a inconsistência é mais visível para o utilizador do que o erro isolado.

Existe ainda uma função que é frequentemente esquecida: alguém responsável por manter a política coerente à medida que os casos limite a esticam. Sem ela, a política diverge da prática em poucos meses e as decisões deixam de ser defensáveis por escrito, que é exactamente o que o regulador vai pedir.

Que obrigações regulatórias se aplicam?

O Regulamento dos Serviços Digitais exige fundamentação de cada decisão perante o utilizador afectado, com os factos, a base na política ou na lei, e os meios de recurso disponíveis. Uma fundamentação genérica reutilizada para milhares de casos cumpre a forma e não cumpre a obrigação.

Exige também um mecanismo interno de reclamação acessível e gratuito, tratado por quem não tomou a decisão original, e relatórios de transparência periódicos com números por categoria, meios usados, tempo médio de decisão e resultado dos recursos. A granularidade aumenta com a dimensão da plataforma.

A implicação operacional é que o sistema de registo tem de ser desenhado para produzir estes relatórios e não adaptado depois. Operações que guardaram decisões sem categoria estruturada descobrem que reconstruir a categorização a posteriori é caro e, com frequência, impossível com precisão.

Como se mede a qualidade da moderação?

Por concordância entre revisores sobre os mesmos casos, antes de qualquer outra coisa. Se dois moderadores experientes discordam em vinte por cento das decisões, a política é ambígua, e nenhuma formação individual resolve uma política ambígua. É o primeiro número a medir e o mais frequentemente ignorado.

Depois, taxa de revogação em recurso separada por tipo de conteúdo. Recursos procedentes concentrados num tipo indicam política ou formação insuficiente naquele tipo, não um problema de moderadores, e são corrigíveis em dias ao contrário de quase tudo o resto nesta área.

O que não medimos isoladamente é decisões por hora. É a métrica mais fácil de obter e a que mais rapidamente degrada a qualidade quando se torna o objectivo, porque a forma mais rápida de decidir depressa é parar de ler com atenção precisamente os casos que exigem atenção.

Como é que a equipa é protegida?

Sejamos directos sobre o que a função envolve: exposição regular a conteúdo perturbador. A operação tem rotação obrigatória entre filas de exposição diferente, limites diários de tempo nas filas mais severas, e pausas garantidas que não dependem de a fila estar vazia. São regras operacionais verificáveis num relatório.

Há apoio psicológico disponível e confidencial, sem que recorrer a ele seja visível para a chefia directa. Um apoio que existe mas cuja utilização é registada no desempenho não é utilizado, e a operação acaba com um benefício no papel e o mesmo risco na prática.

E há desenho de interface: opções de desfocagem, reprodução sem som por omissão e revisão em imagens estáticas em vez de vídeo contínuo quando a decisão não exige o contrário. Estas medidas têm efeito mensurável na rotação e, por consequência, na consistência das decisões.

Que modelo de entrega é adequado?

Para conteúdo do mercado português, moderação onshore com moderadores nativos da variante europeia, dentro do Espaço Económico Europeu e sem instrumento de transferência. É o modelo que produz melhor concordância e o único que recomendamos para conteúdo que possa envolver dados sensíveis.

Para o mercado brasileiro, uma operação em São Paulo com moderadores nativos dessa variante, sob cláusulas contratuais-tipo e avaliação de impacto quando trata dados de utilizadores europeus. A gestão, as políticas e o reporte são comuns; os moderadores e as grelhas não são.

Para cobertura fora de horas, a rede global cobre a noite europeia em horário diurno local. É preferível a turnos nocturnos para trabalho desta natureza, porque a exposição a conteúdo perturbador de madrugada agrava um risco ocupacional que já é significativo.

Onde pode ser operado o moderação de conteúdos

Nem todos os modelos de entrega servem todos os serviços. A tabela indica apenas os que fazem sentido para este trabalho, com a situação de residência de dados de cada um.

ModeloOndeQuando faz sentidoDados pessoais
Onshore PortugalLisboa, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Faro, Funchal e Ponta DelgadaQuando os dados não podem sair do EEE, ou quando o cliente final é portuguêsPermanecem no EEE. Sem transferência.
BrasilSão PauloQuando a prioridade é escala e custo, ou o mercado servido é brasileiroSem decisão de adequação. Exige cláusulas contratuais-tipo e avaliação de impacto.
Rede globalUzbequistão, Filipinas, Polónia, República Dominicana, México, Colômbia, Turquia e ÁfricaQuando precisa de cobertura contínua, de línguas específicas ou do menor custoA Polónia fica no EEE. Os restantes exigem cláusulas contratuais-tipo.

A coluna de dados é uma descrição do enquadramento aplicável e não aconselhamento jurídico. O detalhe está em transferências internacionais de dados.

Este serviço exige uma decisão de variante

Serve clientes em Portugal, no Brasil ou nos dois? A resposta muda o desenho da operação, os guiões, quem revê a qualidade e a forma como os resultados são reportados.

Ver PT-PT e PT-BR

Perguntas frequentes

Os moderadores são nativos do mercado?

São, da variante que moderam. É o requisito que mais afecta a qualidade das decisões em casos limite.

Cobrem as variantes africanas?

Cobrimos, com moderadores de Angola, Moçambique e Cabo Verde, e com glossário local mantido separadamente da norma europeia.

Quem escreve a política?

Normalmente o cliente, e nós contribuímos com os casos limite que a operação encontra, que é onde a política precisa de ser esticada.

Como funciona o recurso?

Tratado por alguém que não tomou a decisão original, fundamentado, e com prazo acordado. Um recurso revisto por quem decidiu não é um recurso.

Produzem os relatórios de transparência?

Produzimos os dados que os sustentam, estruturados desde o início. A publicação é da plataforma, que é quem tem a obrigação.

Que apoio existe para a equipa?

Rotação entre filas, limites diários de exposição e apoio psicológico confidencial. São condições de funcionamento e não benefícios.

Que volume suportam?

De alguns milhares a milhões de itens por mês, com a proporção entre automação e camada humana a mudar com a escala.

Chega usar só automação?

Não nos casos limite, que são precisamente os que geram reclamação, recurso e risco reputacional.

Vamos ver os números do seu caso

Diga-nos que processos quer externalizar, em que línguas e com que volumes. Devolvemos uma estimativa em euros e um desenho de operação, sem compromisso.

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