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BPO

Gestão de saúde

Marcações, apoio administrativo a prestadores e processamento de documentação clínica não assistencial.

O que é entregue

  • Marcação e reagendamento com regras clínicas definidas pelo prestador

  • Tratamento de dados de saúde apenas em modelo EEE

  • Trilho de auditoria completo em cada registo tocado

Porque é que este serviço é só onshore?

Porque os dados são dados relativos à saúde, que o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados trata como categoria especial, com proibição de tratamento salvo em condições estritas. Transferi-los para um país sem decisão de adequação exige uma avaliação de impacto que, feita com honestidade, não chega a uma conclusão favorável.

Podíamos escrever essa avaliação e propor um modelo mais barato. Não o fazemos, porque seria uma avaliação que não quereríamos defender perante a autoridade de controlo, e porque o cliente é o responsável pelo tratamento e é quem responde se ela for questionada.

Isto torna o serviço mais caro do que um modelo offshore equivalente noutro sector, e dizemo-lo à partida. A comparação honesta não é com uma operação nas Filipinas, é com o custo interno de fazer o mesmo trabalho em Portugal, e é nessa comparação que o serviço se justifica.

Que trabalho administrativo é que os prestadores externalizam?

Marcação, confirmação e reagendamento de consultas, que é volume alto, sensível ao tempo e directamente ligado à taxa de ocupação. Uma consulta não confirmada que resulta em falta custa a totalidade do tempo do profissional, e a redução de faltas é normalmente o ganho mais visível deste serviço.

Apoio a processos de autorização junto de subsistemas e seguradoras, que é trabalho documental repetitivo com prazos próprios e com consequências financeiras directas quando falha. É das funções que mais consome tempo administrativo e menos exige julgamento clínico.

E apoio a facturação: verificação de codificação administrativa, preparação de documentação de suporte e seguimento de rejeições. O que não fazemos é qualquer trabalho que envolva decisão clínica ou interpretação de informação clínica, que não é competência administrativa e não é o que este serviço é.

Que medidas de segurança se aplicam?

Acesso com o princípio do menor privilégio e registo completo de quem acedeu a que registo e quando, porque em dados de saúde a rastreabilidade do acesso é tão importante como o acesso em si. Sem registo, não é possível responder a um pedido de titular nem demonstrar conformidade numa inspecção.

Encriptação em trânsito e em repouso, com gestão de chaves dentro do Espaço Económico Europeu, e separação entre ambientes de produção e de formação. Formar pessoas sobre dados reais de doentes é uma prática que continua a existir e que não tem defesa.

E formação específica da equipa sobre dados de saúde, com dever de sigilo contratual e disciplinar. A medida que mais reduz risco neste serviço não é técnica, é a clareza de que qualquer acesso não justificado por uma tarefa concreta é uma falta grave e é detectável.

Como se reduz a taxa de faltas a consultas?

Com confirmação em dois momentos e pelo canal que o doente efectivamente usa, que varia muito com a faixa etária e é a variável que mais frequentemente é ignorada. Uma mensagem a quem só atende o telefone e uma chamada a quem só responde por mensagem produzem a mesma não-confirmação.

Com reagendamento imediato em vez de cancelamento. Um doente que não pode comparecer e a quem é oferecida uma data alternativa na mesma conversa reagenda na maior parte dos casos; um doente que apenas cancela desaparece do circuito e volta mais tarde por outra via mais cara.

E com listas de espera activas, para que uma vaga libertada com antecedência suficiente seja preenchida. É trabalho de contacto intensivo e de baixo valor unitário, exactamente o tipo de trabalho que uma equipa dedicada faz bem e que uma recepção ocupada nunca consegue fazer de forma consistente.

Como se integra com os sistemas clínicos?

Por acesso controlado ao módulo administrativo do vosso sistema, com perfil limitado ao que a função exige. A equipa não precisa de acesso a informação clínica para marcar consultas, e conceder acesso mais amplo do que o necessário é o erro de configuração mais comum neste serviço.

A configuração de perfis é trabalho da fase de desenho e não da transição, porque envolve o vosso encarregado de proteção de dados e frequentemente o fornecedor do sistema clínico. Deixá-la para a semana do arranque é como se acaba com perfis genéricos que ninguém revê depois.

Onde o sistema não tem separação administrativa adequada, dizemo-lo e propomos alternativas, incluindo não avançar. Um serviço que só funciona concedendo acesso clínico a pessoal administrativo não é um serviço que devamos vender.

Para que dimensão de prestador faz sentido?

Para clínicas e grupos a partir de cerca de cinco profissionais, onde o volume administrativo já justifica pelo menos uma pessoa dedicada mas raramente justifica a estrutura de a contratar, formar e substituir internamente.

Para grupos maiores, o ganho passa a ser de consistência entre unidades. Cinco recepções que fazem o mesmo trabalho de cinco formas diferentes produzem cinco taxas de falta diferentes, e normalizar isso é um resultado que se mede em ocupação.

Para consultórios individuais, a resposta honesta é normalmente não. O custo de coordenação e de configuração de acessos não é compensado pelo volume, e uma solução de marcação automatizada resolve a maior parte do problema a uma fracção do custo.

Como é que a equipa é formada para este contexto?

Com formação específica sobre dados de saúde antes do primeiro acesso, não depois, e com dever de sigilo contratual e disciplinar assinado. A medida que mais reduz risco neste serviço não é técnica: é a clareza de que qualquer acesso não justificado por uma tarefa concreta é uma falta grave e é detectável no registo.

Com formação sobre o vocabulário administrativo do sector, que é denso e específico. Uma pessoa que não distingue os termos usados por subsistemas e seguradoras comete erros de encaminhamento que parecem triviais e têm consequência financeira directa para o prestador.

E com uma regra que repetimos em cada formação: na dúvida sobre se algo é informação clínica, é. A equipa escala em vez de decidir, e o custo de escalar a mais é substancialmente menor do que o de decidir de menos uma vez.

Onde pode ser operado o gestão de saúde

Nem todos os modelos de entrega servem todos os serviços. A tabela indica apenas os que fazem sentido para este trabalho, com a situação de residência de dados de cada um.

ModeloOndeQuando faz sentidoDados pessoais
Onshore PortugalLisboa, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Faro, Funchal e Ponta DelgadaQuando os dados não podem sair do EEE, ou quando o cliente final é portuguêsPermanecem no EEE. Sem transferência.

A coluna de dados é uma descrição do enquadramento aplicável e não aconselhamento jurídico. O detalhe está em transferências internacionais de dados.

Perguntas frequentes

Os dados saem de Portugal?

Não. Este serviço é exclusivamente onshore e os dados permanecem no Espaço Económico Europeu.

Podem operar a partir do Brasil para poupar?

Não propomos isso para dados de saúde, e a razão está na página: a avaliação de impacto não chegaria a uma conclusão que quiséssemos assinar.

A equipa acede a informação clínica?

Não. O perfil é limitado ao módulo administrativo, e a configuração é trabalho da fase de desenho.

Fazem codificação clínica?

Não. Verificamos codificação administrativa e preparamos documentação; a decisão clínica não é competência administrativa.

Que ganho é mais visível?

A redução da taxa de faltas, porque uma consulta não realizada custa a totalidade do tempo do profissional.

Trabalham com listas de espera?

Trabalhamos, e é onde uma equipa dedicada supera consistentemente uma recepção ocupada.

Que dimensão mínima faz sentido?

A partir de cerca de cinco profissionais. Para consultórios individuais, a resposta honesta é normalmente não.

E se o nosso sistema não separar acessos?

Dizemo-lo e propomos alternativas, incluindo não avançar. Não vendemos um serviço que exija dar acesso clínico a pessoal administrativo.

Vamos ver os números do seu caso

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