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BPO

Back office

Processamento administrativo, gestão documental, introdução de dados e apoio a operações internas.

O que é entregue

  • Procedimentos documentados antes da transição, não durante

  • Controlo de qualidade por amostragem com taxa de erro acordada

  • Opção de entrega exclusivamente no EEE para dados sensíveis

Que trabalho de back office sai bem de uma equipa interna?

O que tem regras escritas, resultado verificável e pouca dependência de contexto que não esteja documentado. Tratamento de formulários, validação de dados contra fontes, classificação e encaminhamento de pedidos, preparação de documentação e conciliações rotineiras cabem nesta descrição e representam a maior parte do volume administrativo de qualquer organização de dimensão média.

O que sai mal é o que depende de julgamento sobre excepções sem precedente, de relação com pessoas concretas, ou de conhecimento que só existe na cabeça de quem faz o trabalho há anos. Esse conhecimento pode ser escrito, e escrevê-lo é uma fase do projecto e não um pressuposto dele.

A zona intermédia é onde as decisões se ganham ou se perdem: trabalho que parece rotineiro e cujas excepções consomem a maior parte do tempo. Medimos essa proporção na fase de descoberta, antes de propor qualquer modelo, porque dimensionar pelo caso normal é o erro que torna caras as operações baratas.

Como é que a qualidade é controlada num processo de volume?

Com amostragem estatística sobre o volume tratado, não com revisão de tudo, que seria mais caro do que o trabalho. A dimensão da amostra é calculada para o nível de confiança acordado e sobe automaticamente quando um indicador sai do intervalo esperado, em vez de subir quando alguém se lembra.

Os erros são classificados por causa e não apenas contados. Um erro de leitura de documento, um erro de aplicação de regra e um erro causado por instrução ambígua exigem correcções diferentes, e uma operação que só reporta uma taxa agregada corrige sempre a coisa errada.

O retorno chega ao operador no mesmo dia e com o exemplo concreto ao lado da forma correcta. Uma pontuação semanal sem exemplo não altera comportamento; uma correcção lado a lado altera-o imediatamente e não se esquece.

Que ganhos se podem esperar, em números?

O ganho mais fiável é de tempo de ciclo, não de custo por hora. Processos administrativos internos correm frequentemente em lotes, quando alguém tem tempo, e uma equipa dedicada trata-os continuamente. A diferença entre dois dias e duas horas muda o que o negócio consegue prometer ao cliente final.

O ganho de custo depende do modelo e é mensurável antes de decidir. Com Lisboa em cem, o Porto fica em noventa e dois, a Polónia em setenta e oito, o Brasil em cerca de quarenta e cinco e o Uzbequistão em trinta e cinco, sobre custo totalmente carregado e não sobre vencimento.

E há o ganho que não aparece no orçamento: pessoas qualificadas deixam de passar parte do dia em trabalho administrativo. Esse tempo tem um custo real e é normalmente maior do que a poupança directa, ainda que nenhuma linha contabilística o registe.

Onde ficam os dados e o que é que isso obriga?

Depende do modelo escolhido, e a escolha é sua. Uma operação onshore em Portugal mantém tudo dentro do Espaço Económico Europeu e não obriga a nenhum instrumento de transferência. O Brasil, o corredor lusófono e a rede global exigem cláusulas contratuais-tipo e uma avaliação de impacto da transferência documentada.

Em back office há frequentemente um desenho misto que reduz muito o problema: o tratamento de volume corre sobre um subconjunto pseudonimizado e o que é identificável permanece em Portugal. A fronteira define-se por categoria de dados antes de a operação abrir e fica escrita no contrato de tratamento.

Para trabalho que envolve dados de saúde ou tratamento por conta de entidades públicas, o modelo exclusivamente europeu é o único que propomos. Não é uma preferência comercial, é a conclusão a que qualquer avaliação de impacto honesta chega.

Como é que uma operação destas arranca?

Por descoberta, que dura uma a duas semanas e observa o trabalho como ele é e não como está documentado. Medimos volumes reais por tipo de caso e por hora, identificamos as excepções, e produzimos um desenho que ambas as partes reconhecem como exacto antes de qualquer proposta de modelo.

Depois vem a captura de conhecimento, que é a fase que decide o resultado e a que é mais frequentemente comprimida. Precisamos de tempo protegido das pessoas que fazem o trabalho hoje, agendado e reconhecido como trabalho, porque o que não for escrito sai pela porta com quem o sabia.

O arranque faz-se por piloto com dez a vinte por cento do volume durante seis a doze semanas, com a equipa actual ainda de pé. O critério de avanço é um número acordado antes, cumprido durante duas semanas consecutivas. Uma boa semana é ruído; duas são um sinal.

Quem fica responsável pelo processo?

Vós, e isso não muda por o trabalho ser executado por nós. A responsabilidade pelo resultado perante o vosso cliente, perante o regulador e perante a vossa própria gestão continua onde estava, e um fornecedor que sugira o contrário está a vender uma tranquilidade que não pode entregar.

O que muda é onde está a execução e quem responde pela sua qualidade no dia a dia. Por isso insistimos num interlocutor nomeado do vosso lado com autoridade para decidir sobre excepções: sem essa pessoa, as excepções esperam, e esperar é a forma mais silenciosa de um processo externalizado falhar.

Onde pode ser operado o back office

Nem todos os modelos de entrega servem todos os serviços. A tabela indica apenas os que fazem sentido para este trabalho, com a situação de residência de dados de cada um.

ModeloOndeQuando faz sentidoDados pessoais
Onshore PortugalLisboa, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Faro, Funchal e Ponta DelgadaQuando os dados não podem sair do EEE, ou quando o cliente final é portuguêsPermanecem no EEE. Sem transferência.
BrasilSão PauloQuando a prioridade é escala e custo, ou o mercado servido é brasileiroSem decisão de adequação. Exige cláusulas contratuais-tipo e avaliação de impacto.
Corredor lusófonoCoordenação em Lisboa, operação em Luanda, Maputo e PraiaQuando opera em Angola ou Moçambique e precisa de governação europeiaA camada de Lisboa fica no EEE. A operação local exige cláusulas contratuais-tipo.
Rede globalUzbequistão, Filipinas, Polónia, República Dominicana, México, Colômbia, Turquia e ÁfricaQuando precisa de cobertura contínua, de línguas específicas ou do menor custoA Polónia fica no EEE. Os restantes exigem cláusulas contratuais-tipo.

A coluna de dados é uma descrição do enquadramento aplicável e não aconselhamento jurídico. O detalhe está em transferências internacionais de dados.

Perguntas frequentes

Qual é a dimensão mínima para valer a pena?

Normalmente a partir de três a quatro pessoas equivalentes a tempo inteiro. Abaixo disso, o custo de transição e de coordenação consome o benefício.

Quanto tempo demora até ao regime permanente?

Entre quatro e seis meses para uma operação de dimensão média, e a maior parte desse tempo é captura de conhecimento e não recrutamento.

Quem trata das excepções?

A equipa, dentro do que estiver documentado, e escala o resto com contexto completo. As excepções sem precedente ficam sempre com quem tem autoridade do vosso lado.

É possível começar com uma parte do processo?

É o que recomendamos. Um piloto sobre um subconjunto real é mais informativo do que qualquer estudo e limita o risco.

Os dados podem ficar em Portugal?

Podem, no modelo onshore, e nesse caso não existe transferência internacional a documentar.

Como é medida a qualidade?

Por amostragem estatística com erros classificados por causa, e com retorno ao operador no mesmo dia.

O que acontece se os níveis de serviço não forem cumpridos?

O contrato define o que se corrige, em que prazo, e o que acontece se a correcção falhar. Discutimos isso antes de assinar e não depois.

Quanto custa sair do contrato?

Damos a resposta por escrito na proposta: prazo de aviso, documentação que é vossa e em que formato, e apoio à transição de saída.

Vamos ver os números do seu caso

Diga-nos que processos quer externalizar, em que línguas e com que volumes. Devolvemos uma estimativa em euros e um desenho de operação, sem compromisso.

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