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BPO

Processamento de dados

Extração, classificação, validação e enriquecimento de dados em volume, com controlo de qualidade medido.

O que é entregue

  • Regras de validação acordadas e aplicadas de forma consistente

  • Dupla verificação nos campos críticos definidos por si

  • Relatório de qualidade por lote, com as causas dos erros

Onde é que a automação chega e onde é que não chega?

Chega ao caso normal, que num processo documental maduro é a maior parte do volume. Extracção de campos de documentos estruturados, classificação por tipo, validação contra regras e contra fontes externas: tudo isto é automatizável com exactidão alta e com erro barato e visível.

Não chega ao documento mal digitalizado, ao formato que ninguém previu, à discrepância entre duas fontes que ambas parecem fiáveis, e ao caso em que a regra não se aplica com clareza. Essa fracção é pequena em volume e consome a maior parte do tempo, e é trabalho de pessoas com contexto.

O desenho que funciona não escolhe entre os dois: automatiza o que é automatizável, encaminha o resto para pessoas com o contexto à mão, e usa os casos resolvidos por pessoas para melhorar a automação. O que não deve acontecer é a automação fechar casos que não estão resolvidos, e medimos isso explicitamente.

Como é que a exactidão é medida e garantida?

Com dupla introdução nos campos críticos e amostragem estatística no resto. A dupla introdução é cara e reservada aos campos onde um erro tem consequência material; a amostragem cobre o resto com um nível de confiança acordado e ajusta-se automaticamente quando a taxa de erro sai do intervalo.

A exactidão acordada é definida por campo e não como número único. Noventa e nove vírgula cinco por cento é um valor muito diferente conforme se aplique a um campo de observações ou a um número de identificação fiscal, e um contrato com uma só percentagem está a esconder essa diferença.

Os erros são classificados por causa, e a maior categoria é quase sempre instrução ambígua e não descuido. Uma operação que corrige pessoas quando devia corrigir a instrução repete o mesmo erro indefinidamente com pessoas diferentes.

Que volumes é que este modelo suporta?

De alguns milhares a vários milhões de documentos por ano, com a composição da equipa a mudar com a escala. Abaixo de um certo volume, a automação não amortiza e o trabalho é predominantemente humano; acima, a proporção inverte-se e a equipa passa a tratar sobretudo excepções.

Picos sazonais são tratados com capacidade partilhada entre clientes, que é a razão pela qual este modelo funciona para operações cujo volume varia três ou quatro vezes entre o vale e o pico. Dimensionar internamente para o pico é caro; dimensionar para o vale falha o pico.

O limite prático raramente é a capacidade de tratamento e quase sempre a qualidade da entrada. Um fluxo de documentos com formatos inconsistentes e digitalização variável custa mais a tratar do que o dobro do volume bem preparado, e corrigir a origem é frequentemente o melhor investimento disponível.

Que enquadramento de dados se aplica?

Este serviço corre habitualmente a partir do Brasil, do corredor lusófono ou da rede global, porque é trabalho assíncrono onde a diferença de fuso não penaliza. Nenhum desses destinos tem decisão de adequação, pelo que todos exigem cláusulas contratuais-tipo e uma avaliação de impacto da transferência.

A medida que mais reduz o problema é a pseudonimização antes da transferência, com a informação necessária para reidentificar a permanecer na origem. Para muitos processos documentais isto é viável e transforma uma avaliação desconfortável numa defensável.

Quando os documentos contêm dados de saúde ou são tratados por conta de entidades públicas, propomos o modelo onshore e dizemos porquê. É a mesma resposta que damos em todos os serviços e não muda por o volume ser grande.

Como é que o trabalho é entregue e integrado?

Preferencialmente por integração directa com o vosso sistema, por API ou por transferência segura de ficheiros com formato acordado. A alternativa, que é alguém copiar resultados de um sistema para outro, introduz uma camada de erro que anula parte do ganho e é surpreendentemente comum.

A negociação de acessos acontece na fase de desenho e não na transição. Acessos a sistemas de terceiros têm processos próprios de autorização que demoram semanas e que ninguém consegue acelerar no dia do arranque.

Cada lote entregue vem com o seu próprio relatório de qualidade: volume tratado, taxa de excepção, exactidão medida na amostra e lista de casos devolvidos com o motivo. Um lote entregue sem esse relatório obriga-vos a confiar, e confiar não é um controlo.

Como se prepara a origem antes de automatizar?

Medindo a variabilidade do que chega. Um fluxo com dez formatos estáveis trata-se de forma completamente diferente de um com cem variações irregulares, e a diferença de custo entre os dois é maior do que a diferença de volume entre eles.

Frequentemente a intervenção com melhor retorno está a montante e não em nós. Um fornecedor que passa a enviar num formato acordado, ou um equipamento de digitalização substituído, reduz mais o custo do que qualquer melhoria de extracção a jusante, e dizemo-lo mesmo quando implica um projecto mais pequeno.

Quando a origem não pode ser corrigida, desenhamos para a variabilidade em vez de a ignorar: classificação por formato antes da extracção, e regras por classe em vez de uma regra geral que falha em metade dos casos e ninguém sabe em quais.

O que acontece aos dados no fim do contrato?

São devolvidos no formato acordado e eliminados dos nossos sistemas dentro do prazo escrito no contrato de tratamento, com confirmação por escrito de que a eliminação ocorreu. Não é uma cortesia: é uma obrigação do subcontratante e deve estar quantificada antes de assinar.

Vale a pena perguntar isto a qualquer fornecedor logo na primeira reunião, incluindo o que acontece a cópias de segurança e a ambientes de teste. É a pergunta que separa quem pensou no fim do contrato de quem só pensou no início, e a resposta demora segundos a dar quando existe.

Onde pode ser operado o processamento de dados

Nem todos os modelos de entrega servem todos os serviços. A tabela indica apenas os que fazem sentido para este trabalho, com a situação de residência de dados de cada um.

ModeloOndeQuando faz sentidoDados pessoais
BrasilSão PauloQuando a prioridade é escala e custo, ou o mercado servido é brasileiroSem decisão de adequação. Exige cláusulas contratuais-tipo e avaliação de impacto.
Corredor lusófonoCoordenação em Lisboa, operação em Luanda, Maputo e PraiaQuando opera em Angola ou Moçambique e precisa de governação europeiaA camada de Lisboa fica no EEE. A operação local exige cláusulas contratuais-tipo.
Rede globalUzbequistão, Filipinas, Polónia, República Dominicana, México, Colômbia, Turquia e ÁfricaQuando precisa de cobertura contínua, de línguas específicas ou do menor custoA Polónia fica no EEE. Os restantes exigem cláusulas contratuais-tipo.

A coluna de dados é uma descrição do enquadramento aplicável e não aconselhamento jurídico. O detalhe está em transferências internacionais de dados.

Perguntas frequentes

Que formatos de documento tratam?

Digitalizados, nativos em PDF, imagens e fluxos estruturados. A qualidade da digitalização afecta o custo mais do que o formato.

Que exactidão é acordada?

Por campo e não como número único, porque a consequência de um erro varia muito entre campos.

Os dados podem ser pseudonimizados antes de saírem?

Podem, e para a maior parte dos processos documentais é o que recomendamos.

Como tratam picos sazonais?

Com capacidade partilhada entre clientes, que é o que torna este modelo viável para volumes que variam três ou quatro vezes.

Quem decide sobre casos ambíguos?

A equipa, dentro do que estiver documentado; o resto é devolvido com o motivo em vez de ser adivinhado.

Integram com o nosso sistema?

Por API ou por transferência segura de ficheiros. Evitamos cópia manual entre sistemas, que introduz erro sem acrescentar valor.

Quanto tempo demora a arrancar?

Seis a dez semanas para um processo bem documentado, mais se a documentação tiver de ser construída primeiro.

Serve para dados de saúde?

Só no modelo onshore, dentro do EEE. Para essa categoria não propomos nenhum destino fora do Espaço Económico Europeu.

Vamos ver os números do seu caso

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