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IA

IA em português

Trabalho de IA que trata o português como duas ou mais operações, porque é isso que ele é.

O que é entregue

  • Conjuntos de dados separados por variante, com metadados de origem

  • Avaliação que deteta a variante errada, não apenas o erro de língua

  • Cobertura das variantes de Angola, Moçambique e Cabo Verde

Porque é que um sistema em português falha em Portugal?

Porque a esmagadora maioria do português disponível em corpos públicos é do Brasil, e a etiqueta de língua raramente distingue a variante. Um sistema treinado sobre esse material produz português correcto de uma variante que não é a do cliente português, e nenhum teste de exactidão factual o revela.

O que o cliente nota é a construção verbal, o vocabulário de serviço e a forma de tratamento. Está a verificar contra está verificando, utilizador contra usuário, ecrã contra tela, e um registo de proximidade onde se esperava cortesia medida. São dez a quinze ocorrências num percurso de compra típico.

E nota-o num contexto em que já está insatisfeito, porque quem contacta o apoio tem normalmente um problema. O registo errado num momento de frustração é lido como não ser levado a sério, que é uma queixa bastante mais difícil de resolver do que a original.

Por onde começa a correcção?

Pelo conjunto de avaliação em variante europeia, antes de qualquer trabalho de afinação. Sem ele não é possível dizer se uma alteração melhorou alguma coisa, e a ordem inversa produz meses de trabalho cujo efeito ninguém consegue demonstrar.

Entre quinhentos e dois mil exemplos bem escolhidos e rotulados por falantes nativos chegam para medir com confiança útil. É trabalho de semanas e não de meses, e é sempre a primeira coisa que fazemos, mesmo quando o cliente chega com uma solução já escolhida.

Frequentemente a medição muda o plano. Um sistema que se esperava reescrever revela-se adequado com uma base de conhecimento escrita na variante certa, e a intervenção passa a ser de conteúdo e não de modelo, a uma fracção do custo.

Que caminhos de correcção existem?

O mais barato e frequentemente suficiente é a recuperação sobre conteúdo escrito de raiz na variante certa. Se o sistema responde a partir de texto que um falante nativo escreveu, boa parte do problema de registo desaparece sem qualquer trabalho sobre o modelo.

O intermédio é instrução explícita sobre variante e registo, com exemplos, verificada contra o conjunto de avaliação. Funciona razoavelmente para vocabulário e menos bem para construção verbal, que é estrutural e reaparece quando a resposta é longa.

O mais caro é a afinação com dados da variante, que exige ordens de grandeza mais material do que a avaliação e só se justifica quando os dois primeiros não chegaram. Propor este caminho primeiro é comum e é vender o trabalho mais caro antes de saber se é necessário.

Como se verifica que a correcção funcionou?

Comparando o desempenho na variante europeia antes e depois, sobre o conjunto separado que nunca foi usado para afinar. O número que interessa não é o global, é o da variante que estava pior, porque foi por essa que se fez o trabalho todo.

Verificando também se a outra variante piorou. Ajustar um sistema para produzir português europeu pode degradar a sua produção em português do Brasil, e uma operação que serve os dois mercados pode resolver um problema criando outro sem que ninguém repare durante meses.

E confirmando com pessoas, em avaliação cega. Métricas automáticas de semelhança textual não capturam registo, que é precisamente o que está em causa, e uma avaliação por falantes nativos que não sabem qual saída é qual é o teste que conta.

Como é que as variantes africanas entram nisto?

Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe seguem a norma escrita europeia com vocabulário local próprio e influência substancial das línguas nacionais. Um sistema em português europeu serve-os razoavelmente melhor do que um em português do Brasil, e não os serve bem.

A correcção habitual é um glossário local acrescentado sobre a base europeia, e não um sistema separado. É proporcionalmente barato e resolve a maior parte do atrito, sobretudo em terminologia administrativa, onde usar o termo errado é lido como desconhecimento do país.

Em Cabo Verde há ainda o crioulo, que é língua própria e não variante, e tratá-lo como variante de português é um erro de categoria que se nota imediatamente. Quando o crioulo é necessário, é um trabalho distinto e dizemo-lo.

Que resultado se pode esperar?

Uma melhoria mensurável na variante que estava pior, e é isso que prometemos: a medição antes, a medição depois, e a diferença. Não prometemos um número concreto antes de medir, porque quem o faz está a prometer sem informação.

Frequentemente o efeito comercial aparece antes do técnico. Reclamações sobre tom caem, pedidos para falar com outra pessoa caem, e a taxa de resolução ao primeiro contacto no mercado português sobe, e estes três indicadores existem já na vossa operação e não precisam de ser criados.

E há um resultado que não é de sistema: passa a existir uma forma de saber. Uma organização com conjunto de avaliação por variante consegue responder à pergunta sobre como o sistema se comporta no seu mercado, e essa capacidade sobrevive a qualquer mudança de tecnologia.

O que é que fica convosco depois deste trabalho?

O conjunto de avaliação em variante europeia, que é o activo mais durável de todo o projecto. Sobrevive a qualquer mudança de tecnologia e permite responder à pergunta sobre como o sistema se comporta no vosso mercado sempre que ela for feita, sem repetir o trabalho de raiz.

E uma descrição escrita das limitações conhecidas do sistema na variante que vos interessa. É a parte que falta em quase toda a documentação e é a que responde à pergunta que alguém faz quando um cliente reclama do tom, que é quando a resposta é precisa com urgência.

Onde pode ser operado o ia em português

Nem todos os modelos de entrega servem todos os serviços. A tabela indica apenas os que fazem sentido para este trabalho, com a situação de residência de dados de cada um.

ModeloOndeQuando faz sentidoDados pessoais
Corredor lusófonoCoordenação em Lisboa, operação em Luanda, Maputo e PraiaQuando opera em Angola ou Moçambique e precisa de governação europeiaA camada de Lisboa fica no EEE. A operação local exige cláusulas contratuais-tipo.
Rede globalUzbequistão, Filipinas, Polónia, República Dominicana, México, Colômbia, Turquia e ÁfricaQuando precisa de cobertura contínua, de línguas específicas ou do menor custoA Polónia fica no EEE. Os restantes exigem cláusulas contratuais-tipo.

A coluna de dados é uma descrição do enquadramento aplicável e não aconselhamento jurídico. O detalhe está em transferências internacionais de dados.

Este serviço exige uma decisão de variante

Serve clientes em Portugal, no Brasil ou nos dois? A resposta muda o desenho da operação, os guiões, quem revê a qualidade e a forma como os resultados são reportados.

Ver PT-PT e PT-BR

Perguntas frequentes

Porque é que o nosso sistema soa brasileiro?

Porque a maior parte do português em corpos públicos é do Brasil e a etiqueta de língua raramente distingue a variante.

Por onde começamos?

Pelo conjunto de avaliação em variante europeia. Sem ele não é possível dizer se uma alteração melhorou alguma coisa.

É preciso treinar um modelo novo?

Frequentemente não. Recuperação sobre conteúdo escrito de raiz na variante certa resolve boa parte do problema.

Quanto tempo demora a medição?

Semanas e não meses, com quinhentos a dois mil exemplos rotulados por falantes nativos.

A outra variante pode piorar?

Pode, e medimos as duas. Uma operação que serve os dois mercados pode resolver um problema criando outro.

Cobrem as variantes africanas?

Cobrimos, habitualmente com um glossário local sobre a base europeia em vez de um sistema separado.

E o crioulo cabo-verdiano?

É língua própria e não variante de português. Quando é necessário, é um trabalho distinto e dizemo-lo.

Que resultado prometem?

A medição antes, a medição depois, e a diferença. Não prometemos um número concreto antes de medir.

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