IA
Agentes e automação
Automação de processos repetitivos e agentes assistidos, com supervisão e limites definidos.
O que é entregue
Processos mapeados antes de automatizados, para não automatizar o erro
Limites explícitos ao que o agente pode executar sem revisão
Medição do que foi poupado, em horas e em euros
O que é que se deve automatizar primeiro?
O passo que consome mais tempo e menos julgamento, que raramente é o passo que parece mais impressionante. Copiar informação entre dois sistemas que não falam um com o outro é aborrecido, é o que mais consome tempo em muitas operações, e é o que mais fiavelmente se automatiza.
Antes disso, porém, vale a pena perguntar se o passo devia existir. Uma parte substancial do trabalho manual em processos empresariais existe para compensar uma integração em falta ou um campo que alguém não preenche, e automatizar a compensação fixa o problema original permanentemente.
Medimos o processo antes de propor automação, e não é raro concluirmos que a intervenção certa é uma alteração de processo ou uma integração e não um fluxo automatizado. Dizemo-lo, ainda que a conclusão seja um projecto mais pequeno do que o que veio à conversa.
Como se lida com o que corre mal?
Desenhando para a falha desde o início, porque sistemas externos ficam indisponíveis, formatos mudam sem aviso e dados chegam fora do esperado. Um fluxo que assume que tudo corre bem falha em silêncio, e falhar em silêncio é a pior propriedade que um processo automatizado pode ter.
Cada falha produz um caso para revisão humana com o contexto necessário para decidir, e não um registo num ficheiro que ninguém lê. A fila de excepções é parte do desenho e é dimensionada, porque uma automação sem fila de excepções está a esconder os casos em que errou.
E há reversibilidade. Um fluxo que actualiza registos em vários sistemas tem de poder desfazer o que fez quando falha a meio, e desenhar isso à partida custa pouco enquanto reconstruir o estado manualmente depois de uma falha parcial custa dias.
Como se integra com sistemas que não têm interface?
Preferencialmente por interface programática, mesmo quando implica pedir ao fornecedor. É mais estável, é testável e não quebra quando o ecrã muda. A negociação com o fornecedor do sistema demora e é quase sempre o caminho mais curto a médio prazo.
Quando não existe interface e não vai existir, a automação sobre a interface gráfica é uma solução legítima e frágil, e dizemos as duas coisas. Funciona, e quebra com actualizações do sistema, pelo que exige manutenção orçamentada e monitorização que detecte a quebra antes do utilizador.
O que evitamos é construir sobre uma interface gráfica quando existe alternativa, por ser mais rápido de montar. A diferença aparece ao fim de seis meses, quando a primeira actualização do sistema partir o fluxo e ninguém se lembrar de como ele funcionava.
Que enquadramento se aplica quando há decisão automatizada?
Se o fluxo toma uma decisão com efeitos jurídicos ou significativos sobre uma pessoa, aplica-se um regime próprio no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, com direito a intervenção humana, a expressar o ponto de vista e a contestar a decisão. Não é o mesmo que automação em geral e é frequentemente confundido com ela.
Na prática, isto determina o desenho: decisões dessa natureza passam por revisão humana efectiva antes de produzir efeito, e a revisão tem de ser real e não um carimbo. Casos de controlo inseridos na fila medem se a revisão está de facto a acontecer.
Acresce a obrigação de transparência do Regulamento da Inteligência Artificial quando o utilizador interage com o sistema: tem de saber que está a interagir com um sistema automatizado, e isso não se cumpre com uma menção no rodapé de uma página de condições.
Como é que se mede o retorno?
Pelo tempo total do processo de ponta a ponta antes e depois, medido com a mesma definição nos dois momentos. É o indicador mais difícil de manipular e o que melhor descreve o que mudou para quem espera pelo resultado.
Pela proporção de casos que chegam à fila de excepções e pela razão. Uma automação com vinte por cento de excepções pode ser excelente se essas excepções eram antes tratadas com o mesmo esforço, e pode ser má se está a criar trabalho que antes não existia.
E pela linha de base, medida antes. O erro mais comum e mais caro é começar a medir depois de automatizar, o que torna impossível saber se o que se está a ver é melhoria, degradação, ou o mesmo desempenho de sempre visto pela primeira vez com instrumentos.
Quanto tempo demora e quem mantém depois?
Seis a doze semanas para um fluxo de complexidade média, incluindo a descrição do processo, que é a fase mais longa e a que mais frequentemente é comprimida. Automatizar a partir do manual em vez do terreno produz um fluxo que funciona no caso normal e falha nas excepções, que é onde está o tempo.
A manutenção é contínua e orçamentada, porque sistemas mudam. Um fluxo entregue sem plano de manutenção funciona até à primeira actualização de um sistema envolvido, e a organização descobre então que ninguém compreende como ele funcionava.
Podemos manter ou entregar. Quando entregamos, entregamos com documentação escrita durante a construção e com uma sessão em que a vossa equipa executa uma alteração em vez de a ler, porque ler documentação não é o mesmo que saber operar.
Como se evita que a automação envelheça mal?
Com revisão periódica marcada e não com manutenção reactiva. Um fluxo que corre há um ano sem ninguém olhar para ele está a produzir resultados que ninguém verificou recentemente, e a descoberta de que deixou de funcionar correctamente costuma vir de fora e não de dentro.
E com monitorização sobre o resultado e não apenas sobre a execução. Um fluxo que corre sem erro e produz dados errados passa em qualquer verificação técnica, e a única forma de o detectar é verificar periodicamente uma amostra do que produziu contra o que devia ter produzido.
Onde pode ser operado o agentes e automação
Nem todos os modelos de entrega servem todos os serviços. A tabela indica apenas os que fazem sentido para este trabalho, com a situação de residência de dados de cada um.
| Modelo | Onde | Quando faz sentido | Dados pessoais |
|---|---|---|---|
| Onshore Portugal | Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Faro, Funchal e Ponta Delgada | Quando os dados não podem sair do EEE, ou quando o cliente final é português | Permanecem no EEE. Sem transferência. |
| Nearshore em Portugal | Lisboa e Porto, para compradores estrangeiros | Quando precisa de uma base europeia multilingue sem constituir empresa | Permanecem no EEE. Sem transferência. |
| Rede global | Uzbequistão, Filipinas, Polónia, República Dominicana, México, Colômbia, Turquia e África | Quando precisa de cobertura contínua, de línguas específicas ou do menor custo | A Polónia fica no EEE. Os restantes exigem cláusulas contratuais-tipo. |
A coluna de dados é uma descrição do enquadramento aplicável e não aconselhamento jurídico. O detalhe está em transferências internacionais de dados.
Serviços relacionados
- Serviços geridos de IAOperação continuada de fluxos assistidos por IA, com pessoas no circuito onde o risco o exige.
- Dados de treinoRecolha, anotação e revisão de dados para treino de modelos, incluindo português europeu e variantes africanas.
- Avaliação e segurançaAvaliação de respostas de modelos, testes adversariais e revisão de segurança, por falantes nativos.
- Inteligência documentalExtração e classificação de informação a partir de documentos, com verificação humana onde importa.
Perguntas frequentes
Por onde começamos?
Por medir o processo como ele é. Não é raro a conclusão ser uma integração ou uma mudança de processo e não um fluxo automatizado.
O que acontece quando um fluxo falha?
Produz um caso para revisão humana com contexto, não um registo que ninguém lê. A fila de excepções é parte do desenho.
Integram com sistemas sem interface?
Integramos, e dizemos que a automação sobre interface gráfica é legítima e frágil, e exige manutenção orçamentada.
Há decisão automatizada sobre pessoas?
Se houver, aplica-se um regime próprio com direito a intervenção humana, e o desenho passa a exigir revisão efectiva antes de produzir efeito.
Como medem o retorno?
Por tempo total do processo antes e depois, com a linha de base medida antes de automatizar.
Quanto tempo demora?
Seis a doze semanas para complexidade média, com a descrição do processo a ser a fase mais longa.
Quem mantém depois?
Nós ou vós. Se entregarmos, entregamos com uma sessão em que a vossa equipa executa uma alteração em vez de a ler.
E se o passo não devesse existir?
Dizemos. Automatizar a compensação de uma integração em falta fixa o problema original permanentemente.
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